Sunday, August 23, 2009

Carta Ao Pai Natal


Hoje resolvi escrever uma carta ao Pai Natal.

Já não o fazia há muitos anos, mas depois de descobrirmos que o Pai Natal não existe e que as pessoas que se fazem passar por ele nem se dão ao trabalho de ler as nossas cartas, não faz mais sentido continuar a escrever.

Porem, a quem recorrer quando desejamos algo que sabemos ser impossível?

A um deus em quem não acredito?

Então porque não ao Pai Natal?

Não é a ele que todas as crianças pedem desejos impossíveis?

E alguns desses desejos não acabam afinal por ser realizados, ainda que não pelas mãos do Pai Natal?

E assim comecei a escrever uma carta ao Pai Natal!

No final deparei-me com um problema… E para onde ia eu enviar essa carta??

Deixei de acreditar no Pai Natal era muito pequena e durante os anos em que ainda continuei a escrever para “ele” limitava-me apenas a deixar a carta junto á `arvore de natal porque ficava perfeitamente ao alcance de qualquer um dos interessados em realizar os meus pedidos.

E agora?

Estamos em pleno mês de Agosto.

Ainda que não estivéssemos, eu deixei de fazer árvore de natal desde que deixei de ter um pingo de hipocrisia em mim.

E de qualquer forma eu nunca deixaria esta carta junto da árvore de natal lá de casa.

Como o pai natal não existe, não existe também uma morada para onde se possa mandar uma carta endereçada a ele.

Podia sempre mete-la num envelope, escrever simplesmente “Para o Pai Natal” e colocá-la no correio, sem selo nem nada… O que será que aconteceria? Onde iria ela parar?

Enfim, é uma ideia a ponderar.

Depois ocorreu-me que podia colocar a carta numa garrafa e atira-la ao mar.

Certamente que não chegaria ao Pólo Norte mas de qualquer forma também não é lá que o Pai Natal vive.

Será que a garrafa flutuaria até dar á costa em algum lugar ou a água acabaria por entrar na garrafa desfazendo a carta e levando a garrafa para o fundo do mar?

E se realmente a garrafa flutuasse e desse á costa em algum lugar, será que alguém a encontraria?

O que fariam com ela?

O que faria eu se fosse até a praia e encontrasse uma garrafa com uma carta lá dentro?

Bem, ainda não consegui decidir o que fazer em relação é carta que escrevi ao Pai Natal, talvez acabe por amachucar a folha e deitá-la no lixo porque no final de contas o Pai Natal nem existe.

Gripe


Pensamento do dia:
“O amor é como a gripe, apanha-se na rua e cura-se na cama.”
Será que alguma vez nos demos ao trabalho de tentar perceber de onde vem essa comparação ou até mesmo de comprovar até que ponto será verdadeira?...
Eu dei!! Numa altura em que se fala tanto em gripes que matam, será o amor uma delas?
Enfim, é apenas uma ideia que deixo no ar se quiserem pensar um pouco sobre isso…
A minha opinião? Desculpem mas as opiniões para mim são como os cus, cada um tem o seu e não tem de o partilhar com toda a gente! :P

Finalmente


A vida é como um boomerang, tudo o que vai acaba por voltar.

E quando nos encontramos frente a frente com uma parte do nosso passado e descobrimos que já não nos incomoda?

É como se tivéssemos um balão cheio de ar quente dentro de nós! E o nosso espírito sobe, sobe e fica a flutuar sobre nós. Inundado por uma alegria imensa.

Depois de tanto tempo de dúvidas e incertezas, finalmente vemos toda a verdade diante dos nossos olhos e afinal ela é tão insignificante para nós que só nos dá vontade de rir!!

Sozinha


É á noite que tudo piora. Quando o dia termina e todos dormem eu faço-me á estrada sem destino… Vagueio pela escuridão, por entre ruas desertas sem sonhos nem esperanças. É nessa hora que penso em ti e sinto mais a tua falta. Sinto-me sozinha aqui sem ti… Ao final de algum tempo acho que nos habituamos a ter aquela pessoa sempre ali de uma maneira que nem nos damos verdadeiramente conta da sua presença, e quando um dia essa pessoa vai embora, aí sim nos sentimos a sua falta… E tu foste embora. Sei que não voltas, não te pedirei que o faças, mas o teu lugar ficará para sempre vazio, na esperança do teu regresso. Ninguém poderá ocupar o lugar que te pertence. É teu por direito, lutaste para o conseguir e apesar de o teres abandonado ele continuará aqui, em mim. Na minha vida. No meu coração. Passaram já horas e com elas quilómetros… E sozinha com os meus pensamentos regresso a casa, tão vazia agora para mim. E o vazio é tudo o que me acompanha pela noite dentro em que o sono teima em não chegar… Mas vencida pelo cansaço acabo por cair num sono breve e revolto que me relembra que o amor partiu mas a vida continua. E eu estou aqui para a viver.

Saturday, June 13, 2009

Acabou

A vida segue o seu rumo sem nunca se alterar…

Eu continuo aqui mas o amor já não existe.

Quando nos encontramos á beira do precipício, a única forma de seguirmos em frente é dar um passo atrás. E foi isso que eu fiz. Dei um passo atrás, deixei o meu amor lá atrás e segui com a minha vida para a frente. Sou eu, continuo a ser eu mas apesar de tudo continuar na mesma, algo mudou em mim. Mudou a vontade de me deixar envolver naquelas paixões que nos fazem sentir a cabeça á roda e o chão a escapar debaixo dos nossos pés. Não quero mais. Não quero mais passar noites sem dormir com alguém no pensamento, não quero mais passar o dia a olhar para o telemóvel á espera de uma mensagem, não quero mais contar os minutos até voltar a estar nos braços desse alguém. Acabou, para mim o amor chegou ao fim. Não quero dar mais de mim. Dei tudo o que tinha e sai a perder, mas tudo isso é passado e é para esquecer. Não digas que gostas de mim, nem que me queres para ti pois eu não vou mais acreditar quando dizes que pensas em mim.

Amei, sofri, chorei e desisti. O amor não tem mais fascínio para mim.

É apenas uma ilusão que nos toma conta do coração o tempo suficiente para nos virar e vida ao contrario e depois da mesma maneira que veio, vai embora e deixa-nos sozinhos com a nossa dor. Para mim já chegou, agora acabou.



Vidas

Existem momentos nas nossas vidas que nem todas as palavras do mundo seriam capazes de transmitir aquilo que sentimos, situações por que passamos, pedaços de uma vida que vivemos. Mas em quase todos eles, para o bem e para o mal temos os nossos amigos sempre ao nosso lado. Aqueles que riem connosco, choram connosco, crescem connosco, aprendem connosco, sempre ao nosso lado.

Por vezes passamos por situações que parecem saídas de um filme, um filme que nada tem em comum com a nossa vida. No entanto são situações reais, vivemo-las no papel principal e ninguém nos dá um Óscar por isso…

Arriscamos a vida por nós e por vezes pelos nossos amigos e não recebemos nenhuma medalha de honra…

Passamos despercebidos no meio de tantas outras pessoas.

Anónimos, desconhecidos…

E se nos decidíssemos escrever a nossa vida?

Se passássemos para o papel todos os nossos passos no dia-a-dia, todas as nossas acções e pensamentos…

Quantos quilómetros de papel precisaríamos?

Quantos rios de tinta derramaríamos?

Não falo de diários… Esses escravos dos nossos devaneios onde distorcemos a verdade a nosso bel-prazer.

Onde apenas revivemos a realidade que nos apetece…

Falo num relato pormenorizado e real da nossa vida, com todas as grandes e pequenas vitórias ou derrotas do dia-a-dia. Pequenos detalhes como o pensarmos que estamos tão giras quando nos vemos numa montra, ou imaginar-mos como seria se aquele rapaz que está na paragem nos agarrasse e nos beijasse…

Aqueles pequenos detalhes do nosso dia que duram um milésimo de segundo e que por isso nunca são mencionados nos acontecimentos importantes.

Mas não serão esses pequenos detalhes que farão toda a diferença no nosso dia?

Não serão esses detalhes que nos fazem sorrir sem motivo no meio da rua? Não são esses pormenores que nos fazem sentir vivos e capazes de pensar, agir e reagir?

Eu acho que são… Mas isso é apenas a minha opinião.