Sunday, October 25, 2009

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Tenho apenas dois pedidos a fazer-vos:
1º_Comecem a ler do fim para o início pois as publicações são sobrepostas e só assim fará sentido.
2º_Se deixarem um comentário não deixem em anónimo pois não poderei retribuir a vossa atenção.
Espero que gostem... Vem de dentro de mim.

Obrigado e voltem sempre ;)

Renascer Das Cinzas

Mais de três anos passaram desde a primeira vez em que abri o meu coração neste blog. Durante todo este tempo ele foi o espelho da minha alma, nele traduzi em palavras aquilo que senti. Mas como tudo na vida tem um fim, hoje chegou a hora de me despedir.

Obrigado a todos aqueles que leram “When Love Comes”. Obrigado pelos sorrisos e também pelas lágrimas que resultaram da leitura destas páginas da minha vida.

Um ciclo se completou e se fechou na minha vida.

Ao reler os primeiros posts deste blog ( “Nós” & “Arrependimento” ) entendi que é exactamente assim que me sinto neste momento, assim sendo, nada mais há para escrever que não tenha já sido escrito.

Hoje é tempo para um novo começo.

Assinalei em mim, de forma permanente esta viragem e amanhã começo uma nova vida.

Talvez não seja um adeus mas sim um até já…

Isso só o tempo poderá dizer.

Para já encontrei a paz dentro de mim que me permite seguir em frente.

O passado é para recordar sem chorar, recordando os bons momentos e retirando sempre uma lição dos menos bons.

Ontem, hoje e amanhã… Serei sempre eu.

E como alguém disse um dia:

“Façam o favor de ser felizes!”




Tuesday, October 13, 2009

Cansada


Estou cansada disto tudo…
Estou cansada de tudo e de todos!
Estou cansada de lutar por tudo e não ter nada.
Estou cansada de dar tudo e não receber nada.
Parece que ninguém é aquilo que eu precisava que fosse… Sei que ninguém é perfeito e que talvez esteja a ser demasiado exigente, mas ás vezes parece que ninguém me conhece realmente.
Ninguém sabe porque sofre o meu coração, ninguém sabe porque choram os meus olhos, ninguém sabe quem sou, de onde vim, nem para onde vou… E ninguém sabe porque nunca ninguém se deu ao trabalho de querer saber!
Ninguem nunca tentou entender o que esta dentro de mim. Mas depois todos dizem que sou assim e que faço assado… E porque será que sou assim? Não sabem? Pois bem, tentem saber!! Perguntem, talvez lhes responda.
Percam tempo comigo, talvez eu o mereça.
Ou talvez não, mas pelo menos podem dizer o porque de eu não valer o tempo delas! É como se toda a gente preferisse ver a vida através de um véu, um véu que turva a realidade em volta delas e que só lhes mostra o que querem ver.
Sou como sou e não mudo por ninguém!
Bom ou mau sou aquilo que lutei para ser e nada neste mundo nem no próximo me fará voltar atrás.
Todos aqueles que passaram pela minha vida contribuíram de alguma forma para aquilo que sou e agradeço-vos por isso. Mesmo aqueles que me enganaram, que me traíram, que me mentiram, que me fizeram chorar e sofrer, mesmo a esses, eu agradeço.
Pois foi com os vossos erros que aprendi.
Foi com as vossas falhas que te tornei mais completa.
De cada vez que apunhalaram o meu coração, ele guardou uma cicatriz, até que chegou ao momento em que todo o meu coração esta cicatrizado.
Nada mais existe para destruir.
Não podem mais mentir-lhe, porque ele deixou de acreditar. Não podem mais trair-lhe, porque ele deixou de confiar.
Não podem mais abandonar-lhe, porque ele aprendeu a viver sozinho.
Não podem mais magoar-lhe porque ele é uma imensa cicatriz.
Mas então porque chora ele por ti?
Mas como posso lutar contra a saudade que sinto de ti?
Como posso lutar contra a falta que me fazes?
O que posso fazer quando te quero e tu não estas?
O que posso fazer se por cada momento que passei contigo, passei 10 longe de ti?
E se o amanhã não chegar para um de nós? Será que saberemos tudo o que ficou por dizer?
De todas as vezes que fomos e voltamos, sei que desta vez será diferente. As marcas deixadas foram muito mais profundas…
Então se nunca mais falarmos, quero apenas dizer-te que serás sempre… The one for me. És um pilar da minha vida e estarei por perto sempre que precisares de mim.
Por vezes é preciso deixar tudo para trás para podermos começar tudo de novo, mas nem sempre isso é fácil.
Há memórias às quais nos agarramos com unhas e dentes na esperança de que um dia essas lembranças do passado se possam repetir no futuro.
Mas quem vive do passado são os museus e a nós, resta-nos apenas seguir em frente e se não conseguirmos esquecer, pelo menos conseguimos lembrar sem chorar.

Despedida

Quis, a vida, nos apartar novamente.Por quanto tempo? Não podemos aquilatar… Por mais alguns meses, talvez por mais alguns anos, quiçá por toda a nossa breve existência. Mais uma vez se faz necessário que os nossos corpos e as nossas palavras se mantenham distanciados. É indiferente por quanto tempo isso possa ocorrer, embora o coração padeça e sinta uma abominável saudade, porém, se não nos é permitido, por hora, partilhar aquele sentimento tão invejado por todos aqueles que jamais se permitiram sentir a mesma dádiva que nós, e que, muitos dos quais, por inveja ou maldade, contribuíram para o nosso afastamento, resta-me, aqui e agora, fazer-te um derradeiro pedido.
Certamente ele será desnecessário, porque creio que nos conhecemos um ao outro, muito melhor do que a nós próprios até, uma vez que jamais fomos estranhos, independentemente de quando tempo a vida nos possa ter mantido afastados, e por mais que tenhamos esporadicamente nos revelado o oposto do que somos na realidade, sempre em razão das nossas dores, das nossas frustrações, das nossas mágoas, das nossas feridas, da nossa incompreensão aos actos e palavras despejados por ambos nos momentos em que sangravam os nossos corações. Mas, ainda assim, prossigo com o meu pedido, talvez com o pretexto para mais uma vez abrir o meu coração ante de ti, esperando que me ouças, que me entendas, que compreendas o quanto sinto a tua falta e que estarei sempre aqui para ti, porque mantenho ainda a esperança de que a vida nos proporcionará um novo reencontro para, enfim, ultrapassarmos as nossas diferenças. Assim, rogo-te, do fundo do coração: não permitas que nada, nem ninguém, apague o que de mais bonito existiu entre nós; medica toda e qualquer chaga que porventura ainda esteja aberta, para que não haja dor entre nós; não deixes que qualquer nódoa negra ou cicatriz apague, do teu coração, os momentos que passámos juntos, não esqueças a felicidade que eu te proporcionei, muito menos a felicidade que tu me fizeste sentir; jamais me substituas dentro do teu coração, reservando sempre, para mim, o espaço que me foi concedido um dia por ti; não permitas aos teus pensamentos que a minha lembrança seja denegrida, que eles esqueçam quem eu sou verdadeiramente, o que representei para ti, tampouco o que sempre representarás para mim, o que fomos e sempre seremos um para o outro; não me queiras mal um só momento sequer; não sofras, não procures a dor, não a aceites, não te deixes enganar por sentimentos que nunca poderão assemelhar-se sequer ao verdadeiro amor, e que, jamais estarão próximos de parecer-se com ele, porque ele é único, é insubstituível, é indestrutível.

Lembra-te sempre de mim, de cada vez que sentires o meu perfume em algum lugar, de cada vez que encontrares o meu sabor numa simples pastilha, de cada vez que ouvires uma música que te fale de mim… É incontestável que vivemos momentos que nunca serão esquecidos. Tão incontestável como o tempo parar quando estávamos juntos.

Tão importantes foram os momentos que despendi contigo e por ti que, agora, á distância de uma vida não se assemelham sequer á realidade. Hás-de concordar comigo que jamais acreditamos que algum dia poderíamos permanecer privados um do outro pelo tempo de uma vida. Não, tendo ambos conhecimento da intensidade do sentimento que nos tem afastado e aproximado em diferentes momentos, ainda que sempre pelos mesmos motivos, embora por vezes tenhas pensado que, da minha parte, eles nem sempre fossem assim tão verdadeiros.

Óbvio que, por sermos humanos e termos recebido a graça de nos perdermos e reencontrarmos tantas vezes nesta vida, fomos também aguilhoados com situações menos boas, mas até essas nos permitiram crescer e nos deram oportunidades de nos conhecermos um pouco melhor, explorando vários estados de espírito e humor, extravasando as nossas inseguranças, carências, medos, desconfianças, ciúmes, decepções, frustrações e defeitos, sendo certo, também, que nada disso foi superior à inveja alheia que resultou na questionabilidade dos nossos princípios, da essência das nossas almas e dos nossos corpos. Fomos, em suma, dois seres que se apaixonaram irrevogável e irremediavelmente, como se de uma doença grave e rara se tratasse, para a qual não existe conhecimento de qualquer cura possível, e acabámos por permitir que outros transformassem esse sentimento num imenso nada completamente desprovido de sanidade.
Não temo e menos ainda me envergonho de afirmar qualquer uma das circunstâncias que nos aproximaram ou nos afastaram.

Por fim te peço: Espero que continues sempre a sonhar e a lutar para que um dia consigas a graça de realizar todos os teus sonhos. Não deixes apagar o sorriso dos teus lábios, a ternura da tua voz, a sensibilidade da tua alma, a honestidade das tuas atitudes, a sinceridade que sempre pautou o nosso relacionamento... Mas acredito que certos acontecimentos não são devidos ao acaso. Não creio que tenha sido sem razão que naquela noite que hoje vai já há distância de anos-luz, nos encontramos, e nos deixamos levar por algo que começou com a mesma intensidade com que viria a acabar, por isso acredito também que deve haver alguma razão plausível para que aparentemente tudo tenha conspirado contra esse sentimento. Talvez não tivesse chegado, ainda, o momento das nossas almas encontrarem entre elas o entendimento que lhes permitisse coexistirem... Sei que estaremos sempre juntos dentro dos nossos corações e é uma pena que mais uma vez a vida nos tenha guiado em caminhos opostos. Saberei esperar!