Thursday, August 17, 2006

O Que Um Dia Foi

Passo tanto tempo a lembrar… Todos os momentos que nós passámos juntos, todos os beijos que os teus lábios me deram, todos os abraços que os teus braços me fizeram sentir…
E sempre que fecho os olhos tudo o que vejo são os teus olhos doces a olhar para mim, ainda sinto os teus dedos pela minha cara e pelo meu cabelo… Quando me deito é o teu corpo que sinto junto ao meu, quando respiro é o teu perfume que inunda todo o meu ser.
Desde que partiste eu estou sem forças, estou a ficar louca… Será que queres esquecer tudo o que passámos? Como estás a aguentar viver longe de mim? Será que algum dia vais querer reviver a nossa paixão?...
Queria que voltasses para continuarmos de onde parámos, de novo te ter nos meus braços e te poder beijar e abraçar… Sinto saudades de te amar!

A Noite


A noite…
A noite é o que as pessoas fazem dela…
Há pessoas que são capazes de fazer com que uma noite se torne num momento inesquecível para o resto da nossa vida.
Já outras cruzam-se na noite e nem nos damos conta da sua existência pois não têm qualquer importância para nos.
A discoteca e a noite são coisas bem diferentes…
A discoteca é um sítio onde as pessoas vão para esquecer, as luzes, o som, o álcool… Tudo isso faz com que a vida lá fora pareça uma mera ilusão.
A noite… Essa é cheia de mistérios, segredos e recordações… De Ti!
De todas as noites que passámos juntos, de todas as noites em que fomos só nós, sem nada mais para além disso…
Noites essas que foram e que não voltarão mais…
Noites que ficarão para sempre na minha memória e que recordarei com saudade…

Em Queda Livre

Como se um dia a lua se desprendesse do céu…
E tudo o resto deixasse de fazer sentido.
Sinto-me como um fragmento de algo á deriva pela vida.
Nada mais existe da vida como um dia a conheci, nada mais restou de anos de existência… Nada para além da mágoa e da tristeza.
Em queda livre, tudo á minha volta parece estar em queda livre… Ou talvez tudo esteja parado e seja eu afinal que esteja em queda livre.
Como uma pena levada pelo vento… Que sobe, sobe, sobe… Embalada pelo vento… E de um momento para o outro deixa de fazer vento e ela vem, a descer, a descer… Em queda livre até ao chão.
Nada mais existe, nada mais faz sentido…
Tu e eu somos hoje apenas espectros do que um dia fomos.
Almas perdidas que vagueiam pela noite sem rumo nem destino, sem um ponto de chegada… Na escuridão da noite.