Como se um dia a lua se desprendesse do céu…E tudo o resto deixasse de fazer sentido.
Sinto-me como um fragmento de algo á deriva pela vida.
Nada mais existe da vida como um dia a conheci, nada mais restou de anos de existência… Nada para além da mágoa e da tristeza.
Em queda livre, tudo á minha volta parece estar em queda livre… Ou talvez tudo esteja parado e seja eu afinal que esteja em queda livre.
Como uma pena levada pelo vento… Que sobe, sobe, sobe… Embalada pelo vento… E de um momento para o outro deixa de fazer vento e ela vem, a descer, a descer… Em queda livre até ao chão.
Nada mais existe, nada mais faz sentido…
Tu e eu somos hoje apenas espectros do que um dia fomos.
Almas perdidas que vagueiam pela noite sem rumo nem destino, sem um ponto de chegada… Na escuridão da noite.