Hoje aprendi uma palavra nova para juntar ao dicionário da minha vida… Desistir.
Não é que nunca tenha desistido de nada na minha vida, mas é a primeira vez que o faço desde que sou a pessoa que sou.
A última vez que desisti de algo era ainda uma adolescente em busca do que iria ser na vida.
Desde ai, muita coisa mudou e nunca mais voltei a desistir de nada, tornei-me na pessoa que luta para assegurar que tem tudo o que quer da vida.
Renasci das cinzas como se fosse uma Fénix.
Sou apenas eu por mim e desistir era uma palavra que não tinha lugar no meu dicionário até á bem pouco tempo.
Mas de um momento para o outro tudo mudou na minha vida e vi-me obrigada a aprender a desistir.
E como se desiste?
Como dominar a arte de abandonar algo que quero muito? Como dizer calmamente para mim própria que não posso ter essa mesma coisa porque isso não me é permitido simplesmente?... Difícil.
Mais difícil ainda quando tenho de ver todos os dias aquilo de que fui obrigada a desistir.
Se ao menos não tivesse de enfrentar todos os dias a minha derrota, olhar e saber que apesar de estar bem na minha frente me é interdito… Se os olhos não vissem, o coração não sentiria. Mas infelizmente não será assim.
Todos os dias eu terei de olhar de frente, erguer a cabeça e dizer para mim: “Não era para ser”.
É tempo de olhar por mim.
Não sou suficientemente boa? Tudo bem, então vou melhorar isso. Vou melhorar cada aspecto que puder ser melhorado, vou ficar ainda melhor. Objectivo: Perfeição!
Atingido o objectivo terei renascido das cinzas mais uma vez e serei ainda mais forte.
Mas duas coisas terei aprendido com tudo isto…
Nunca se é suficientemente boa.
E acima de tudo, há momentos na nossa vida em que temos de desistir para não cair no abismo.
Como saber quando parar de lutar e desistir?
Bem… Essa é a parte que nos cabe a cada um de nós descobrir. Porque todos nós somos diferentes.
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